sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Joaquim: um olhar

Meu mais novo livro digital é um presente à família de meu priminho Joaquim. Impactada com a forte emoção que ele me causou quando o conheci, escrevi. E o enviei, pelo correio, como presente aos pais e ao pequeno, que está sendo inserido no mundo da leitura pela mãe, a Alexandra.
A seguir, o conto na íntegra. Para receber o livro digital, escreva para mim.


Hoje conheci o Joaquim.
E me defrontei com seu olhar.
Profundo.
Intenso.
Ficou gravado em mim.
Suspeito que para sempre.
Conheci a pele, branquinha.
As gordinhas mãos.
E o tufo de cabelo que insiste em ser rebelde.
Entendi, nesse dia, porque demorei tanto para conhecê-lo.
Desconfiava e, ao olhar para ele, confirmei: eu me apaixonaria.
Falei com ele.
Apresentei-me.
Nem sabia explicar para o forte Joaquim quem eu era.
Prima da mãe, a Alexandra.
Sobrinha do avô, o Romeu.
Mas dele, o que sou?
Eu sou uma fã, descobri.
E fã é quem admira.
Quem sonha com o dia de ver.
E de rever.
Já estou com saudades.
E guardo, em minha memória, o seu olhar.
Resolvi escrever.
Como todas as fãs, uma carta, contando para todo o mundo o meu apaixonamento.
A saudade que me invadiu, logo que saí de pertinho dele.
Fiquei imaginando sua voz e esperei as palavras, que ele ainda não pronuncia.
Aguardei seu sorriso.
Estou assim: aguardando.
E vou voltar.
As fãs sempre voltam: guardam e voltam.
Sei que ele vai estar lá.

E vai dar-se a conhecer.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Sanguíneo: cartões postais para João Bez Batti

Para comemorar meu encontro com o escultor João Bez Batti, em julho de 2016, criei um grupo de cartões postais intitulado Sanguíneo. Segundo João, é o tipo mais raro de basalto, o mais intenso, o mais duro.
As imagens de seu atelier, nos Caminhos de Pedra em Bento Gonçalves, e de seu trabalho como “encantador do basalto”, tornaram mais intensas e repletas de emoção as palavras por mim escritas nesse grupo de cartões postais.
Como um apaixonamento – por um personagem, uma história de vida, uma quantidade imensa de obras produzidas a partir da pedra – entrego meus relatos de emoção.
Por escrito.

Ao presenteá-lo com os cartões e perceber a repercussão que estes textos causaram em sua memória mais remota – a da infância – dei início a um projeto que intitulei João Bez Batti: Biografia. Estou trabalhando neste projeto desde julho de 2016 e intenciono concluí-lo em novembro de 2017, mais precisamente em 11 de novembro, dia de seu aniversário.
A coleção de cartões postais estará disponível a partir dessa data, bem como a biografia do escultor. As imagens ao lado são uma palhinha, um seixo que, rolando, ganha forma.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Ode às Aranhas

Meu presente de Natal para os amigos e amigas é um pequeninho livro digital.
O nome? Ode às Aranhas.

Mas todo livro tem uma história.
E essa quase sempre é a parte que eu mais gosto.
Vou contar...

Ao ler Qorpo Santo diabos e fúrias, de Luís Dill, encontrei um singelo e terno poema do José Joaquim de Campos Leão, precursor da poesia moderna, segundo Alvaro Moreira (As amargas não... Lembranças. Porto Alegre, IEL, 1989).
Enviei aos amigos por WhatsApp.
Muitos responderam elogiando. O autor, obviamente. E o poema. E perguntando, logo depois: quem é ele?
Um desses amigos, Luis Carlos Vaz, escreveu: "Que maravilha... Vou fazer uma foto para ilustrar isso..."
E um dia depois, enviou a foto.
Eu precisava de um só poema para os presentes de Natal. Resolvi unir esses amigos - Dill e Vaz -
e criei Ode às aranhas.
É presente.
De natal.
Para ti.
Da Cris.
Bom Natal 2016!


sábado, 10 de dezembro de 2016

Joaquim




Joaquim é meu mais novo livro digital.
Eu o escrevi quando as imagens das primeiras horas de vida de meu priminho foram compartilhadas.
O encantamento que ele causou em nós quando nasceu justifica esta e outras declarações de amor.
Leia na íntegra solicitando o compartilhamento através de meu e-mail.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O Lagarto, de José Saramago

O livro que recomendei hoje, 07 de dezembro aos ouvintes do Programa Tons & Letras como imprescindível neste final de ano é O lagarto, de José Saramago. Conto breve incluído no livro A Bagagem do Viajante, foi publicado originalmente em 1973 e é uma “história de fadas” repleta de ironia e poesia. Ouça como inicia:
“De hoje não passa. Ando há muito tempo para contar uma história de fadas, mas isso de fadas foi chão que deu uva, já ninguém acredita, e por mais que venha a jurar e tresjurar, o mais certo é rirem-se de mim. Afinal de contas, será minha simples palavra contra a troça de um milhão de habitantes. Pois vá o barco à água, que o remo logo se arranjará”.
No Brasil, o conto foi publicado pela Companhia das Letrinhas e chega às mãos dos leitores em uma encadernação vigorosa: é colorido, ilustrado com xilogravuras de página inteira, possui capa dura e foi impresso em papel produzido a partir de fontes responsáveis. Para ampliar seus atributos, há minibiografias do autor e do ilustrador nas páginas finais. Mas é no site acasajosesaramago.com[1] que li a seguinte informação: “Cabe esclarecer que saramago é uma planta herbácea espontânea, cujas folhas, naqueles tempos, em épocas de carência, serviam como alimento na cozinha dos pobres”. São palavras do escritor em sua autobiografia referindo-se a seu nome e a sua origem.
Saramago alimento. Concordo!
Mais um pedacinho, que o melhor do livro é sua escrita:
“A história é de fadas. Não que elas apareçam (nem eu o afirmei), mas que história há de ser a deste lagarto que surgiu no Chiado? Sim, apareceu um lagarto no chiado. Grande e verde, um sardão imponente, com uns olhos que pareciam de cristal negro, o corpo flexuoso coberto de escamas, rabo longo e ágil, as patas rápidas. Ficou parado no meio da rua, com a boca entreaberta, disparando a língua bífida, enquanto a pele branca e fina do pescoço latejava compassadamente”.
Uma peculiaridade – as xilogravuras feitas especialmente para o livro pelo artista popular brasileiro José Francisco Borges – reapresentam para os leitores uma técnica de origem chinesa, produzida a partir de entalhe em madeira. A imagem resultante é o contrário do que foi talhado, exigindo do artesão o conhecimento de cores, sombra e luz, frente e verso, entre outras habilidades. Quando mergulhada em tinta, imprime os relevos deixados propositalmente e a xilogravura pode ser considerada tataravó das impressoras atuais, até mesmo as 3D.
Aparentemente um conto para crianças (pela encadernação e colorido, tamanho e formato do livro e até mesmo pela proposta de Saramago em nomeá-la conto de fadas), O Lagarto foi lançado em 2016 pela Fundação José Saramago. O autor, falecido em 2010, é o mais reconhecido escritor em língua portuguesa e suas publicações são, a cada dia, redescobertas por novos leitores.
Apresente Saramago para os seus!
Eles vão ficar encantados com este conto de fadas, embora, como escreve Saramago, “isto de contos de fadas já não é nada o que era”! Quer conhecer o desfecho da narrativa sobre o lagarto que apareceu no Chiado? Leia O lagarto, de José Saramago.
Cultive os autores em língua portuguesa e não deixe de presentear livros no Natal.

O lagarto, de José Saramago.
Cristina Maria Rosa, 07 de dezembro de 2016.
Ficha técnica:
Tons & Letras
Apresentação: Luís Dill
Produção: Luís Dill
Horário: Sábados, às 11h
Twitter: @fm_cultura
Facebook: fmcultura107.7

sábado, 26 de novembro de 2016

GELL entrega Biblioteca restaurada à Escola Fernando Treptow

Na sexta, dia 25 de novembro, em evento repleto de alegria e informalidade foi entregue à comunidade da Escola Estadual de Ensino Fundamental Fernando Treptow a nova Biblioteca Escolar. Restaurada durante o ano de 2016 (entre abril e novembro) por uma equipe de estudantes da FaE/UFPel, o espaço de 100 metros quadrados ficou pronto para uso e foi inaugurado com uma visita guiada, na qual aspectos do restauro foram abordados e explicitados pelos integrantes da equipe aos visitantes
Organizado em cinco ambientes (recepção, leitura individual, espaço de pesquisa, miniauditório e sala de leitura literária), o restauro da estrutura e dos móveis além da ambientação foram os pontos-chave escolhidos para a explanação oral. A visita a cada ambiente, acompanhado pelo olhar atento de todos, foi repleta de elogios à equipe que se esmerou para integrar modos de ser e viver em uma Biblioteca, uma vez que não apenas crianças a frequentarão.
Na manhã do dia 25, a presença da Direção da FaE, nas pessoas do professor Rogério Würdig (Diretor), professora Heloísa Duval (Chefe do DF) e professora Lílian Lorenzato (Coordenadora Pedagogia a Distância), foi importante para todo o grupo presente.
Signatário do Manifesto pela Biblioteca Escolar (UNESCO, 1999), que tem como um dos objetivos “desenvolver e manter nas crianças o hábito e o prazer da leitura e da aprendizagem, bem como o uso da biblioteca ao longo da vida”, o Brasil, desde 2010, possui uma lei (Lei Nº 12.244 de 24 de maio de 2010) que determina a existência, em toda instituição de ensino do país, de bibliotecas. No Rio Grande do Sul, um documento elaborado pelo Sistema de Bibliotecas Escolares (SEBE, 2009) é que rege os princípios e procedimentos a respeito do assunto nas instituições públicas de ensino. O projeto considerou esses três documentos para propor os ambientes de fruição do livro e da leitura. Detalhes como circulação, móveis, climatização, cores, iluminação e distribuição dos livros em ambientes foi priorizado.
Localizada na periferia urbana de Pelotas, a escola Fernando Treptow atende a aproximadamente 580 crianças e adolescentes, em dois turnos (manhã e tarde) além de ofertar educação a 243 Jovens e Adultos. A Biblioteca anterior tornou-se, aos olhos da Direção, inadequada, demandando uma intervenção. O convite, endereçado à Universidade, foi recebido em março e as atividades iniciariam em abril, com a produção de uma planta baixa para orientar a "reforma".
O acesso a rotinas diárias como ler, fazer pesquisa e buscar um dicionário foi modificado. Visitas à obra e espiadas pelas janelas foi uma constante. Assim, a entrega foi cercada de expectativas: o que dirão as crianças quando entrarem na Biblioteca na segunda, dia 28 de novembro? Uma palhinha do que virá foi observada na presença de um menino, filho de uma das professoras e estudante da escola que esteve na cerimônia de entrega. Para ele, que já tinha visitado a reforma e aprendido a lixar cadeiras, instalar fechadura, customizar móveis e pintar o painel criado pela Professora Elisa Vanti na parede do espaço infantil, a Biblioteca ficou “muito linda”.
Compreendendo uma biblioteca como um espaço destinado a políticas de leitura e estas como um processo de acesso, uso, fruição e trocas relativas ao artefato mais importante de nossa cultura escrita, para Cristina Rosa, coordenadora do processo de restauro, a biblioteca é o único espaço que não pode faltar em uma escola e, nas escolas de ensino fundamental, deve ser especializada no atendimento a crianças entre seis e quatorze anos de idade, tempo destinado a formação do leitor.
A escola, em retribuição, abriu a Biblioteca à Universidade, oferecendo o espaço para minicursos, oficinas, estudos e intervenções no campo da leitura e da literatura, bem como da pesquisa. Estágios acadêmicos, que já ocorrem ali, foram incentivados aos demais cursos de Licenciatura da UFPel. A Licenciatura em Física aceitou e já em 2016 orienta dois estudantes que realizam lá seus pré-estágios. Além deles, uma estudante de Pedagogia realiza ali seu estágio em Gestão Escolar. Para a Direção da Escola, foi um momento importante de conhecer de perto o trabalho da FaE/UFPel, materializado em presença constante e intervenção.
As ações de restauro, realocação de móveis e utensílios foram desenvolvidas por um grupo de estudantes vinculados ao GELL – Grupo de Estudos em Leitura Literária e ao Projeto de Extensão Leitura Literária na Escola, ambos abrigados na FaE/UFPel. Intervenções no piso, paredes, instalação elétrica móveis e troca de fechadura da porta foram de responsabilidade do Estudante de Letras da CLC/UFPel Alex Nunes, integrado à equipe desde o início do projeto. As crianças, quando visitaram a obra, aprenderam como manipular lixadeira, furadeira, marreta e talhadeira. Apoiada pelo PET Educação, a equipe está pronta para responder a outros convites que já chegaram e prepara um livro digital com os resultados da intervenção.
O livro será fruto dos relatórios fotográfico e escrito elaborados a cada dia e referentes a todo o processo de trabalho que demandou 35 turnos de três horas (105 horas/trabalho na obra) além de recursos financeiros - cinco mil reais, aproximadamente - capturados entre doadores como ex-alunos da escola, profissionais que lá realizaram estágios e comunidade em geral além de docentes da Escola e da FaE/UFPel. As notas fiscais de compra de todos os aviamentos utilizados na obra como cola, tinta, lixas, pincéis, rolos, água, solventes, ferramentas, cortinas, adereços, adesivamento das cadeiras, lâmpadas, forração das mesas, instalação elétrica entre outros, integram os relatórios.
Pessoas do Brasil inteiro se manifestaram elogiando a iniciativa e poetas enviaram mensagens de apoio que foram impressos e integram uma galeria de textos escritos em homenagem ao livro, à literatura e ao trabalho da equipe. Na cerimônia de entrega da Biblioteca, este foi um dos locais mais visitados pelos convidados. Para visitar a Biblioteca, não há mistério: dirija-se à Escola Fernando Treptow, no bairro Fragata, solicite entrada ao porteiro e indique que leu esta matéria. Tu serás bem recebido! Em agradecimento e com profunda gentileza, a Direção da Escola escolheu um nome para o novo espaço: Biblioteca Cristina Maria Rosa. 

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Primeiro Dia de Ler na Biblioteca Pública Pelotense


Sala de Leitura Erico Verissimo
Biblioteca Pública Pelotense
Convidam para o
Primeiro Dia de Ler
25 de Novembro de 2016


Inscrições: Envie e-mail solicitando sua inclusão na lista de presentes para cris@ufpel.tche.br

Programa
Manhã, 9 horas: Escola Estadual Fernando Treptow
Entrega oficial da Biblioteca à Escola
Projeção de imagens, apresentação do projeto e entrega do espaço restaurado
Leitura de Poemas escritos para a Biblioteca
Inauguração com a visita dos convidados e corte da fita no espaço infantil
Café com bolo

Tarde, 14 horas: BPP
Palestra da Secretaria Estadual de Educação. Tema: Bibliotecas no Rio Grande do Sul
16 horas: café com docinhos e visita à Exposição da obra Quintal ao Lado
17 horas: Palavras sobre o Conto e Lançamento do livro Qorpo Santo, de Luis Dill
18 horas: Encerramento com esquete do Leonardo Capra e entrega de certificados.

Apoios:
PET Educação. Faculdade de Educação da UFPel. Livraria Vanguarda

domingo, 23 de outubro de 2016

O sítio do Colégio

Na tarde de sexta-feira, 21 de outubro, a convite da coordenação de ensino fundamental do Colégio São José, estive participando da Jornada Literária: para ler, dialogar e inventar com as meninas e meninos dos quartos anos do ensino fundamental.
A proposta – fazermos juntos um livro digital – foi inventada por mim e pareceu uma brincadeira. Foi assim: Eu escrevi um conto há muito tempo atrás, quando meu filho estudava lá, coincidentemente no 4º ano.
Escolhido entre outros desses tempos, imprimi, li em voz alta para as crianças e dialogamos sobre as aventuras de uma turma muito agitada que estudava lá.
Algumas das crianças presentes até imaginaram que seriam elas as do conto!
Depois do papinho, as crianças foram convidadas a desenharem livremente. Algumas, só escreveram. Após, cada desenho foi digitalizado.
Com um notebook plugado em uma lousa digital, projetei o que estava fazendo: diagramando e executando o projeto gráfico de um livro digital utilizando o formato PowerPoint: com meu texto e as imagens que eles haviam produzido.
Foi uma festa ver surgir na tela grande um livro quentinho...
Algumas das páginas do livro que fizemos juntos podem ser conferidas aqui. Mas, para ler o livro completo, tu deves enviar um email solicitando compartilhamento.
Escreva para mim.
E se quiseres desenvolver o mesmo projeto em sua escola, mande e-mail para cris.rosa.ufpel@hotamail.com e indique a turma que gosta de ler. Eu vou lá e leio com eles!

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Em busca de Estrelas


As palavras, evidências de nossa humanidade, tornam-se, cada vez mais rapidamente, pontes. Em torno delas, as mais variadas paisagens indicam de onde viemos e para onde desejamos ir. Escrever, então, é deixar marcas. Pegadas, como as encontradas pelo personagem Levain, de O planeta dos Macacos (2015, p.27), em sua primeira incursão em Soror, um dos planetas de Betelgeuse – estrela de primeira grandeza da Constelação de Órion. Essas marcas, datadas, indicam nossa passagem pela linguagem – o tanto próximos que estamos dela – em um tempo único: o ano de 2015, que rapidamente de esvai, como areia fina nas mãos.
As histórias, inventadas, passam a existir pelas palavras. Cada uma delas, oriundas de uma palavra também inventada, foi escolhida para produzir mais e mais: palavras, sentidos, inventos. Escrever, então, é inventar. Ao escrever depois de ler os contos escritos por outro, a cada um coube um tantinho de emoção. Lado a lado com a emoção antecipadamente vivida, escrever tornou-se pertencer.Em uma mesma trincheira, autores em busca de um mesmo fim: emocionar. Escrever, por fim, é permanecer. Que as palavras – e todos os seus sentidos aqui inscritos – permaneçam.
O livro digital Em busca de Estrelas foi uma das proposições da disciplina Linguagem, Oralidade e Cultura Escrita inserida na 2º edição do Curso de Especialização em Docência na Educação Infantil, um bem sucedido experimento da UFRGS/MEC realizado nos anos 2015-2016.
Acredito que “na cultura escrita, a literatura, por ser expressão máxima da arte de pensar e escrever, é que nos possibilita conhecer e refletir sobre o mundo e as pessoas, de forma livre e, por isto, sua leitura favorece o desenvolvimento da crítica e da criação”. Assim, a tarefa aos estudantes foi: Ler três contos escritos pela professora; Escrever uma narrativa a partir de palavras inseridas nos contos; Ler em voz alta o escrito aos colegas; Permitir sua publicação no formato Livro Digital.

O livro foi organizado por ordem alfabética de autores, foi corrigido segundo o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (2009), não tem fins lucrativos e será disponibilizado pelos autores a seus amigos, colegas, professores e público em geral.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

João Bez Batti 76 anos

Neste dia 11 de outubro, ao indicar um livro para os ouvintes do Programa Tons e Letras, decidi homenagear João Bez Batti. Leia o que escrevi...

Em novembro, dia 11, nosso maior escultor vivo, João Bez Batti, comemora 76 anos.
Quando guri, três ou quatro, João ia com a mãe à beira do rio.
Ela, roupas para lavar.
Ele, as pedras do rio.
Os seixos rolados.
Os fragmentos que, decepados dos grandes blocos, por tempos passados, por rolarem uns sobre os outros, tinham se tornado redondos, lisinhos, macios, quase.
Seixos.
Seixos rolados.
João era apaixonado por eles.
Pedaços circulares, encurvados, rechonchudos, orbiculares, curvados, torneados, roliços, cilíndricos, balofos, esféricos, rotundos.
De pedra.
Basaltos?
De todos os tamanhos, formavam um tapete à margem. À margem do rio em que sua mãe lavava.
Capturados um a um, levados, alguns, escondidos no mato, perto de casa.
Para rever?
Guardar?
Brincar?
De muitas cores: Incomparáveis cinzas, gradações de bege, imitações de areias, semelhanças com verdes, proximidades com pretos, alguns avermelhados.
Às margens, dispostos os seixos, como um brinquedo.
Um jogo espalhado que cabia a João reunir, comparar, apalpar, seriar, selecionar, separar, agrupar. Inventar ordens as mais diversas. Depois, recomeçar.
À distância, e mesmo bem pertinho, um cenário.
Capturado pela retina, tornou-se íntimo pelo toque.
Inverteu o jogo, o menino.
Moveu a pedra.
Domou o bruto.
João, guri, às margens, o futuro em pedras.
Naquele cenário, possível imaginar formas...
Semelhanças, pronunciamentos, reentrâncias, vales, ranhuras, parecenças...
Faces?
Esculturas.
Esculturas de João Bez Batti.
Em homenagem a esse escultor de mãos que revelam o ofício, em homenagem a João Bez Batti, o livro que hoje recomendo é “Ouvindo Pedras, da série Diários Descobertos.
Escrito por Luis Dill e belamente ilustrado por Alexandre Camanho, o livro reúne imaginação e informações verídicas sobre a infância do escultor Aleijadinho.
O exemplar que tenho, garimpei em sebos, um lugar interessante para nossos filhos, netos, sobrinhos, alunos...
Leia os autores gaúchos.
Leia Luis Dill.
Conheça nossos escultores.
Visite João Bez Batti nos Caminhos de Pedra em Bento Gonçalves.

Ouvindo Pedras, de Luis Dill.
Cristina Maria Rosa, 11 de outubro de 2016.
Ficha técnica:
Tons & Letras
Apresentação: Luís Dill
Produção: Luís Dill
Horário: Sábados, às 11h
Twitter: @fm_cultura
Facebook: fmcultura107.7


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Quintal ao lado: um livro digital poético

       Quintal ao lado é uma narrativa poética que apresenta como tema central um pequeno quintal e suas delícias: verdes muitos, pássaros presentes, animais de estimação, pessoas em harmonia ao som de um violão. Uma vida pacata e em contato com a grama verde e molhada.
A escrita foi impulsionada pelo deserto encontrado no quintal ao lado deste: cimento e muros, seus limites e conteúdo.
Depois de escrito, Helena, um amenina, projetou-se sobre o branco do papel para criar, com cores intensas,  as imagens que ilustram cada uma das páginas, inteiras ou aos poucos.
Em novembro de 2016, durante a 44ª Feira do Livro de Pelotas, estaremos, Helena e eu, lançando Quintal ao lado.
Meu  mais recente trabalho, neste conto poético reinvento a escrita narrativa que sempre gostei e proponho-me a escrever para crianças e jovens que amam as cores da natureza.
          Acompanhada de Helena, uma criança com um profundo olhar para as cores e os materiais, produzi um livro digital encantador, uma narrativa imperdível.
Quer conhecer o texto e as imagens na íntegra? Escreva para o endereço a seguir e solicite o envio, gratuito, da obra. Ela está disponível online.
cris.rosa.ufpel@hotmail.com.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Literatura para crianças: gêneros e tipos textuais

Gênero de natureza interdisciplinar que integra a teoria literária[1] – a Literatura Infantil é uma “menina” se considerarmos sua historiografia, de acordo com Ceccantini (2010), nas orelhas de Crítica, Teoria e Literatura Infantil, de Peter Hunt, um dos raros livros editados no Brasil que informa acerca do panorama sobre o gênero no exterior[2].
Ao estudar o conceito de literatura infantil em uma de nossas sextas-feiras na Universidade, após especulações das mais diversas em que palavras como “arte, universo, gênero, conjunto, área de estudos, tipo textual, grupo de textos, acervo, repertório” e “linguagem” circularam livremente para definir o que é a literatura para crianças, uma das alunas surpreendeu-se com o verbete escrito por Lígia Cademartori no Glossário CEALE[3].
Para ela, Lígia, a literatura infantil é um “gênero literário definido pelo público a que se destina”. Ao argumentar, Cademartori indica que são os adultos que leem, escolhem e definem certos textos como “próprios à leitura pela criança”. Assim, afirma a pesquisadora, “é, a partir desse juízo, que recebem a definição de gênero e passam a ocupar determinado lugar entre os demais livros”.
Neste momento, e considerando a natureza interdisciplinar do tema, eu pergunto: qual a concepção de infância que regra quem julga o que é ou não adequado à leitura pela criança? Esta concepção é perene? Não sofre modificações com o passar do tempo? Não assistimos, nos últimos noventa, cem anos[4] a uma sensível e infindável instituição da infância como tema e mesmo campo de conhecimento? Não percebemos, mesmo através de um olhar mais espontâneo, que a infância de nossos avós e pais foi significativamente diferente da que tivemos e da que proporcionamos para nossos filhos, irmãos, sobrinhos, alunos? E, para arrematar, não estamos lendo a respeito de infâncias, no plural, indicando que há ou pode haver noções e mesmo vivências concomitantes e mesmo diametralmente opostas de infância[5]?
Assim como Cademartori (2014), acredito que o acervo ou grupo de textos definido, classificado, escrito e lido como literatura infantil está intimamente ligado e depende da concepção que a sociedade tem da criança e da infância. Instáveis, uma vez que variam em diferentes épocas e culturas, os dois conceitos – infância e criança – precisam ser acionados quando se quer afirmar tal ou qual obra como adequada ou não a esse público.
Em seu verbete no Glossário CEALE, Cademartori recorre a Peter Hunt[6], um dos estudiosos que se dedicou a definir o que é literatura para crianças. Na obra Crítica, Teoria e Literatura Infantil, traduzida e publicada pela editora Cosac Naify no Brasil em 2010, Hunt evidencia uma “característica distintiva a partir da qual se pode conceituar o que é literatura infantil: o livro para crianças pode ser definido a partir do leitor implícito – isto é, a partir do tipo de leitor que o texto prevê” (CADERMATORI, 2014, p. 199). A autora tenta, então, explicitar, em seu verbete no Glossário CEALE, o que é o “tipo” de leitor que estaria implícito quando da produção e circulação do texto infantil: um “leitor em formação e com vivências limitadas por força da idade”.
E o que é um leitor em formação, eu pergunto? Como podemos definir em que estágio desta formação está este ou aquele pequeno que nos cerca, familiar ou aluno? Como saber o quê e quando apresentar gêneros, autores e títulos aos infantes que, na escola, buscam conhecer uma das mais peculiares formas de manifestação de nossa língua? Seria a “competência linguística[7] da criança para ler os signos” o limite? Suas “experiências de vida”? Os dois quesitos ao mesmo tempo? Se sim, como conhecê-los e considerá-los em uma sala de aula na qual as crianças não raras vezes têm competências linguísticas[8] e experiências de vida distintas?
Gênero e tipo textual: precisamos de uma distinção?
Ao ler a obra Gêneros Orais e Escritos na Escola, escrita por Bernard Schneuwly[9] e Joaquim Dolz[10], traduzida por Roxane Roxo[11] e publicada no Brasil pela Editora Mercado de Letras em 2010, encontra-se uma clara distinção entre gênero e tipo textual[12]. De acordo com o texto a distinção reside na possibilidade de afirmar que um gênero textual pode conter uma ou mais tipologias textuais.
E o que seria gênero textual, para seu autor? De acordo com Bakhtin[13], a palavra gênero tem um sentido amplo. São os diferentes tipos de textos orais e escritos que os sujeitos utilizam, socialmente, de acordo com funções definidas pelo contexto vivido. Cada gênero linguístico possui determinadas características, pois, para cada situação social definida é elaborado um tipo específico de enunciado. Além disso, cada gênero apresenta conteúdo, estilo e composição própria e a definição de cada gênero se dá em função da temática em foco, dos participantes envolvidos no contexto e na vontade do locutor. Desse modo, pode-se inferir que há uma relação de interconexão e dependência entre gênero e contexto que cria uma dupla necessidade: conhecimento do gênero em si e, também, do contexto do qual é expressão e ao qual se destina.
Após apoiar-se em Bakhtin, Schneuwly (2010) passa a defender a tese de que a passagem dos gêneros primários (discursos que se originam de situações espontâneas) para os secundários (comunicações culturais mais elaboradas, de cunho artístico, científico e sociopolítico) depende da diversidade de tipos de textos aos quais as crianças são expostas. Assim, quanto maior a heterogeneidade de gêneros e tipos a elas ofertados, maior a possibilidade de escolha e de migração de um discurso menos elaborado para a leitura produção de textos complexos.
Efetivamente produzidos em nosso cotidiano, os gêneros são textos que cumprem funções em situações comunicativas e que apresentam características gerais comuns — como forma, estrutura linguística e assunto — facilmente identificáveis. Um dos exemplos mais banais é o e-mail, que veio substituir a carta anteriormente enviada pelo correio. Hoje, o e-mail está em vias de desaparecimento; em seu lugar, algo mais instantâneo: o WhatsApp. Lista de compras, cartazes, panfletos, romances, novelas, editoriais, monografia, atas, piada, contos de fadas, cardápio, ensaio, editorial entre outros, são exemplos de gêneros textuais.
Gêneros, então, são as inúmeras formas textuais escritas ou orais estáveis, da mesma forma que são inúmeras as práticas sociais a que elas servem e, enquanto a prática social estiver em vigor, o gênero textual a ela associado circulará.
Já os tipos textuais, para Schneuwly (2010) são “composições linguísticas que têm como característica a predominância de certas estruturas sintáticas, tempos e modos verbais, classes gramaticais, combinações”, de acordo com sua função e intencionalidade no interior do gênero textual. Diferentemente dos gêneros textuais – inúmeros – a tipologia textual é limitada: Narrativo, Descritivo, Argumentativo, Expositivo e Injuntivo.
Relação entre gênero e tipo textual
A relação que há entre gênero e tipo textual é que no caso do gênero, ele pode conter uma ou mais tipologias textuais. Exemplos:
ü  Para os gêneros crônica, romance, fábula, piada, contos de fadas, entre outros, a tipologia textual predominante é a narrativa;
ü  Para os gêneros anúncio de classificado, lista de compras, cardápio, cartaz de procura-se, a tipologia que predomina é a descritiva;
ü  Para os gêneros manifesto, sermão, monografia, ensaio, editorial, dissertação, a tipologia predominante é argumentativa;
ü  Para os gêneros livro didático, verbete de dicionário e enciclopédia, é a tipologia expositiva que predomina;
ü  Para os gêneros propaganda, receita culinária, manual de instruções, entre outros, a tipologia injuntiva é a mais recorrente[14].

Concluindo: unindo conceito com sua explicitação
A literatura infantil é um gênero literário produzido por adultos (autores, ilustradores, editoras, medidores) para a infância que estes adultos imaginam existir entre as crianças de seu tempo. Volúvel, indefinida, em trânsito, a infância é um conceito de difíceis contornos. De natureza interdisciplinar, o trato às questões das crianças e da infância não necessariamente precisam ser todas inseridas na obras que para elas preparamos, lemos, disponibilizamos. Uma vez que são os adultos que escrevem, leem, escolhem e definem certos textos como “próprios à leitura pela criança”, a literatura infantil é fruto de épocas: mais ou menos assertivas, vão deixando um rastro de pistas para compreendermos como tratamos nossos pequenos, como os inserimos em nossas questões, todas elas tão importantes na vida adulta.
O que pensamos e como tratamos a morte na literatura para as crianças? O que pensamos e como tratamos o abandono na literatura para as crianças? O que pensamos e como tratamos a indiferença na literatura para as crianças? O que pensamos e como tratamos o amor na literatura para as crianças? O que pensamos e como tratamos a inveja na literatura para as crianças? Essas e outras questões indicam que  a literatura para crianças é assunto sério. Arte. Doce e útil. Arte. Sempre.




[1] Campo de estudo e sistematização da Literatura como área do conhecimento, bem como os modos de análise deste campo, tem entre suas ocupações análises historiográficas e criticas de obras, gêneros, autores, épocas, estilos, tipos e, também, relações entre literatura, política e ideologia além da função do leitor na constituição do literário, entre outros.
[2] Reino Unido, Alemanha, França e Estados Unidos, de acordo como Ceccantini (2010), produzem, desde longa data, estudos sobre a literatura para a infância que nos são desconhecidos.
[3] CADEMARTORI, Lígia. Literatura Infantil. Glossário CEALE. UFMG, 2014. Disponível também online em: http://ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/glossarioceale/
[4] Considero Monteiro Lobato (1882-1948) o primeiro autor que, através de sua obra, instituiu um conceito inovador de infância via literatura. Ao produzir Emilia, sua personagem mais interessante, inventou uma infância irreverente, que pensa, se insurge, é descomprometida com o futuro, ignora hierarquias e, ao mesmo tempo, inventa o seu presente. Desse modo, o escritor de “O Sítio do Picapau Amarelo” produziu um alargamento conceitual – nos adultos da época e nos que os sucederam – da palavra infância e do que se espera ou se pode desejar dos pequenos. Seu primeiro livro, A menina do narizinho arrebitado (1920), dá inicio, é o marco zero do tempo da infância na literatura brasileira. Embora as infâncias ali presentes sejam elementos de ficção, suas atitudes, proposições, formas de pensar e se relacionar reverberaram e conformaram literária e empiricamente as infâncias de quem o leu e o legou.
[5] Sobre o tema, ver A invenção da Infância, curta-metragem de Liliana Sulzbach no qual a expressão “ser criança não significa ter infância” indica o objetivo de instituir uma reflexão sobre o que é ser criança no mundo atualmente.
[6] HUNT, Peter. Crítica, Teoria e Literatura Infantil. São Paulo, Cosac Naify, 2010.
[7]  De acordo com Luiz Carlos Travaglia (2014), competência linguística é um termo que denomina a capacidade do usuário da língua de produzir e entender um número infinito de sequências linguísticas significativas, que são denominadas sentenças, frases ou enunciados, a partir de um número finito de regras e estruturas. Segundo alguns, é o conjunto de normas ou regras que temos em nossa mente (internalizadas, portanto) que nos permite emitir e receber frases, e julgar se elas são ou não bem formadas ou se podem ou não ser consideradas como frases que pertencem à língua.

[8] O que são competências linguísticas?
[9] Professor e pesquisador em Didática do Francês/Língua Materna, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação (FAPSE) da Universidade de Genebra (UNIGE), Suíça.
[10] Professor e pesquisador em Didática do Francês/Língua Materna, da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação (FAPSE) da Universidade de Genebra (UNIGE), Suíça.
[11] Roxane Rojo é pesquisadora no Programa de Estudos Pós-Graduados em Lingüística Aplicada (LAEL) da PUC-SP e coordenadora do convênio interinstitucional estabelecido entre o Programa de Lingüística Aplicada da PUC-SP e a Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação (FAPSE) da Universidade de Genebra
[12] Na obra, os autores, Bernard Schneuwly e Joaquim Dolz se ocupam em responder a algumas questões como: Por que se trabalhar com gêneros e não com tipos de textos? Em que esses trabalhos e esses conceitos são diferentes? O que é gênero de texto? Que gêneros selecionar para ensino, e como organizá-los ao longo do currículo? Como pensar progressões curriculares? Deve-se trabalhar somente com os gêneros de circulação escolar? De circulação extra-escolar? Ambos? Quais são os mais relevantes em cada caso?
[13] BAKHTIN, Mikhail Mikhailovich. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
[14] De acordo com Schneuwly (2010), é importante salientar a presença do adjetivo predominante ou recorrente, pois cada gênero pode apresentar mais de uma tipologia, daí a designação sequência textual, já que os textos podem ser elaborados com sequências de mais de uma tipologia textual, embora sempre uma delas prevaleça. Por exemplo, em uma crônica pode haver uma sequência narrativa, uma descritiva e até mesmo uma sequência argumentativa.

Alfabeteando...

Olá, bem vindo!

Um "Alfabeto à parte" foi criado em setembro de 2008 e tem como objetivo discutir a leitura e a literatura na escola. Nele disponibilizo o que penso, estudos sobre documentos raros e meus contos, além de uma lista do que gosto de ler.

Em 2013 concluí pesquisa sobre o Abecedário Ilustrado Meu ABC, de Erico Verissimo, publicado pelas Oficinas Gráficas da Livraria do Globo em 1936. O lançamento do livro e sua repercussão estão no Blog. Alguns artigos sobre a pesquisa também. Leia e dê sua opinião.

A novidade, em 2015, foi a inauguração da Sala de Leitura Erico Verissimo, um sonho antigo que agora se realiza. Em 2016, o processo de restauro da Biblioteca na Escola Fernando Treptow, inaugurada em 25 de novembro.

Em 2017 estou produzindo a Biografia de João Bez Batti. Através de relatos pessoais nos quais a criançaque João foi é a personagem principal, recosntruo, com narrativas litetárias, seu descobrimento como escultor. Bilíngue (português e italiano) o livro tem data para ser lançado: 11/11/2017.

Abraço

Cristina