segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

3º Mediadores em Leitura Literária

O terceiro curso Mediadores em Leitura Literária ocorrerá em janeiro/fevereiro de 2017.
A novidade, este ano, é o local: será na Biblioteca Cristina Maria Rosa, durante as manhãs dos dias 30 e 31 de janeiro e 01 de fevereiro. A biblioteca está inserida nas dependências da E.E.E.F. Fernando Treptow, no Bairro Fragata.
Lá, em três dias, um grupo de 40 pessoas que amam ler vão se encontrar para dialogar sobre estratégias para tornar leitoras pessoas que ainda não leem ou não gostam de ler.
O programa completo tu podes conhecer aqui a partir de 18/01. Não deixe de participar. Mande um e-mail para cris@ufpel.tche.br e solicite sua inscrição.

Alfabetização Literária

Conceito grafado por mim pela primeira vez em 2016, a alfabetização literária vem sendo uma prática que desenvolvo desde 1995, quando dei início a um processo familiar de formação de um leitor que hoje atingiu a maturidade, caracterizada por mim como intensidade, diversidade, fluência, independência, autonomia e gosto literário próprio. Por isso mesmo, me atrevo a grafar o conceito e busco, em outras relações, oferecer princípios e procedimentos para que estes saberes extrapolem minhas conquistas pessoais e indiquem generalizações possíveis e mesmo desejáveis, uma vez que se trata de um campo de saber visceral para o cérebro humano e para a escola, em especial.
Uma das inteligências a ser desenvolvida – a verbal – ainda na infância, a alfabetização de alguém em algum campo do saber sempre é um processo que demanda reflexão/ação/reflexão. O tempo todo.
A alfabetização é e deve ser mediada por atitudes de escolha de procedimentos e artefatos cada vez mais sofisticados que exigem comprometimento do propositor e do sujeito que está sendo iniciado. Quando mais jovem este sujeito, menos certezas o alfabetizador tem.
Embora se utilize para tal artefatos culturais públicos como livros e seus conteúdos, leituras e diálogos sobre eles, a alfabetização literária é, também, um processo particular, ou seja, é vivida individualmente por cada sujeito a ela submetido que, necessariamente, atribui valores e sentidos muito próprios ao acontecimento, ao jogo e a suas regras, nem sempre os mesmos atribuídos por seu "professor".
Mas, o que é, para mim, alfabetizar literariamente uma pessoa? Como conceituo a alfabetização literária?
Compreendeo a Alfabetização literária como um processo de apresentação do mundo da literatura ao outro. Um processo que pressupõe um sujeito que deseja - o futuro leitor, a quem a apreciação deve ser ensinada, uma vez que o gosto pela leitura não é um atributo genético (Antunes, 2013) – um sujeito que ama – o leitor e suas práticas leitoras – e um objeto de desejo: o livro, a literatura.
O processo – a alfabetização literária – acontece através de um pacto, vivido no texto não escrito (Queirós, 2011): um diálogo proposto pelo autor ao leitor. Ao mesmo tempo insondável e experimentação, a obra não escrita, a interação, é que revela o literário do pacto e “produz” a obra literária, ao mesmo tempo em que inicia o sujeito nos “segredos” da leitura.
Para a completude do processo, é interessante que exista no mediador a capacidade de selecionar “livros que fascinam” e a compreensão de que a leitura literária pressupõe “uma prática cultural de natureza artística” na qual a “interação prazerosa” com o texto lido é estruturante. Para Graça Paulino (2014) a “dimensão imaginária” garante a invenção de “outros mundos, em que nascem seres diversos, com suas ações, pensamentos, emoções”.
Um desejo - ensinar o gostar de ouvir e ler - deve orientar todo o processo.
A certeza de que, maduro, o leitor pode escolher outros laços, outras letras, outras fontes, integra o despreendimento necessário e bem vindo de parte de quem alfabetiza.

Alfabeteando...

Olá, bem vindo!

Um "Alfabeto à parte" foi criado em setembro de 2008 e tem como objetivo discutir a leitura e a literatura na escola. Nele disponibilizo o que penso, estudos sobre documentos raros e meus contos, além de uma lista do que gosto de ler.

Em 2013 concluí pesquisa sobre o Abecedário Ilustrado Meu ABC, de Erico Verissimo, publicado pelas Oficinas Gráficas da Livraria do Globo em 1936. O lançamento do livro e sua repercussão estão no Blog. Alguns artigos sobre a pesquisa também. Leia e dê sua opinião.

A novidade, em 2015, foi a inauguração da Sala de Leitura Erico Verissimo, um sonho antigo que agora se realiza. Em 2016, o processo de restauro da Biblioteca na Escola Fernando Treptow, inaugurada em 25 de novembro.

Em 2017 estou produzindo a Biografia de João Bez Batti. Através de relatos pessoais nos quais a criançaque João foi é a personagem principal, recosntruo, com narrativas litetárias, seu descobrimento como escultor. Bilíngue (português e italiano) o livro tem data para ser lançado: 11/11/2017.

Abraço

Cristina