terça-feira, 11 de março de 2025

Pluralismo na educação étnico-racial

 


Pluralismo: uma opinião 

Cristina Maria Rosa


Termo que faz referência a relações sociais em que grupos distintos em vários aspectos compartilham outros tantos aspectos de uma cultura e um conjunto de instituições comuns, o pluralismo não pode mais deixar de ser estudado. Mas, fundamentalmente por já existir, apesar do que pensamos e/ou desejamos - somos plurais, indiscutivelmente - o pluralismo pode  e deve ser um tema na Educação.

Ao observar que cada grupo étnico-racial usufrui, preserva e compartilha as suas próprias origens e, mais que isso, herda e lega saberes e sabores a esse respeito, se torna importante conhecer e aprender a viver entre as boas práticas de todas as culturas que nos constituem como povo brasieleiro.

Observando o conceito de pluralismo inserido nas Orientações e Ações para a Educação das Relações Etnico-Raciais (SECAD, 2006), pude compreender que  há dois tipos básicos de pluralismo: o cultural e o estrutural.

O pluralismo cultural ocorre quando grupos étnico-raciais têm reconhecidos e respeitados sua religião, visão de mundo, costumes, atitudes e estilos de vida e os compartilham com os demais grupos.

Já o pluralismo estrutural ocorre quando os grupos têm as suas próprias estruturas e instituições sociais mas, também, compartilham outras, que são de todos.

O mais interessante é que o pluralismo também pode ser entendido como ferramenta analítica. Neste aspecto, consegue compreender e explicar como grupos diferenciados, donos de seus "estofos culturais", mesmo que tenham interesses distintos, podem viver juntos sem que a sua diversidade se torne motivo de conflito.

Pluralismo é o que temos, embora ainda não tenhamos o respeito devido a todas as diferenciadas bagagens culturais que nos tornem quem somos. No entanto, como temos leis e orientações e, mais que issso, professores capazes de dialogar, urge transformarmos o cotiano escolar em conquistas cada vez mais intensas: de conhecimento, admiração, respeito e convivência pacífica! 

Quer saber mais?

Clique  em <http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/orientacoes_etnicoraciais.pdf>.

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Um "Alfabeto à parte" foi criado em setembro de 2008 e tem como objetivo discutir a leitura e a literatura na escola. Nele disponibilizo o que penso, estudos sobre documentos raros e meus contos, além de uma lista do que gosto de ler. Alguns momentos importantes estão aqui. 2013 – Publicação dos estudos sobre o Abecedário Ilustrado Meu ABC, de Erico Verissimo, publicado pelas Oficinas Gráficas da Livraria do Globo em 1936; 2015 – Inauguração da Sala de Leitura Erico Verissimo, na FaE/UFPel; 2016 – Restauro e ambientação da Biblioteca na Escola Fernando Treptow, inaugurada em 25 de novembro; 2017 – Escrita da Biografia literária de João Bez Batti, a partir de relatos pessoais. Bilíngue – português e italiano – tornou-se um E-Book; 2018 – Feira do Livro com Anna Claudia Ramos (http://annaclaudiaramos.com.br/). 2019 – Produção de Íris e a Beterraba, um livro digital ilustrado por crianças; 2020 – Produção de Uma quarentena de Receitas, um livro criado para comemorar a vida; 2021 – Ruas Rosas e Um abraço e um chá, duas produções com a UNAPI; 2022 – Inicio de Pesquisa de Pós-Doutorado em acervos universitários. Foco: Há livros literários para crianças que abordem o ECA? 2023 – Tragicamente obsoletos: Publicação de um catálogo com livros para a infância.

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