Pluralismo: uma opinião
Cristina Maria Rosa
Termo que faz referência a relações sociais em que grupos distintos em vários aspectos compartilham outros tantos aspectos de uma cultura e um conjunto de instituições comuns, o pluralismo não pode mais deixar de ser estudado. Mas, fundamentalmente por já existir, apesar do que pensamos e/ou desejamos - somos plurais, indiscutivelmente - o pluralismo pode e deve ser um tema na Educação.
Ao observar que cada grupo étnico-racial usufrui, preserva e compartilha as suas próprias origens e, mais que isso, herda e lega saberes e sabores a esse respeito, se torna importante conhecer e aprender a viver entre as boas práticas de todas as culturas que nos constituem como povo brasieleiro.
Observando o conceito de pluralismo inserido nas Orientações e Ações para a Educação das Relações Etnico-Raciais (SECAD, 2006), pude compreender que há dois tipos básicos de pluralismo: o cultural e o estrutural.
O pluralismo cultural ocorre quando grupos étnico-raciais têm reconhecidos e respeitados sua religião, visão de mundo, costumes, atitudes e estilos de vida e os compartilham com os demais grupos.
Já o pluralismo estrutural ocorre quando os grupos têm as suas próprias estruturas e instituições sociais mas, também, compartilham outras, que são de todos.
O mais interessante é que o pluralismo também pode ser entendido como ferramenta analítica. Neste aspecto, consegue compreender e explicar como grupos diferenciados, donos de seus "estofos culturais", mesmo que tenham interesses distintos, podem viver juntos sem que a sua diversidade se torne motivo de conflito.
Pluralismo é o que temos, embora ainda não tenhamos o respeito devido a todas as diferenciadas bagagens culturais que nos tornem quem somos. No entanto, como temos leis e orientações e, mais que issso, professores capazes de dialogar, urge transformarmos o cotiano escolar em conquistas cada vez mais intensas: de conhecimento, admiração, respeito e convivência pacífica!
Quer saber mais?
Clique em <http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/orientacoes_etnicoraciais.pdf>.
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